Tundrianos – ensaio do Erudito Kasel Bassol sobre o povo do gelo

 


 

Vivendo sob os pés da Cordilheira de Aço, os tundrianos são um povo acostumados ao deserto gélido da região, com suas aldeias ligadas por túneis subterrâneos e com portais virados para o sul e sua planície branca.

A região oferece uma abundância em minérios diversos, inclusive de metais estelares oriundos do cataclisma de séculos atrás, ao mesmo tempo que outros recursos necessários para a manutenção da vida sejam raros. Os tundrianos exploram a pesca nos rios e riachos que descem ao rumo austral da Cordilheira de Aço, peixes, pequenos moluscos e algas são defumados para durar o máximo de tempo possível, outras formas de caça são custosas demais, e deixam de ser atraentes para o povo ali fixado.

Aqui temos mais um exemplo de como a cultura de um povo é adaptada conforme suas necessidades e do ambiente o qual está inserido, a principal fonte de renda e recursos dos tundrianos é a venda de forças mercenárias. Por todo continente é reconhecido que um tundriano vale mais que dez homens bem preparados, eles lutam sem medo, e tem uma relação íntima com suas espadas, estas são parte importante de sua religião e tem uma liturgia própria.

Para esse povo, existem duas divindades que apesar de serem opostas, confraternizam em diversos momentos para justificar o sagrado. A Dama Gélida representa o frio e a escuridão, enquanto o Guerreiro Solar representa o calor e o fogo. A forja de uma espada e seus metais raros misturados em receitas secretas passa por essa conjunção de ambas as divindades, com a lâmina sendo aquecida nas fornalhas para em seguida ser resfriada abruptamente no gelo.

Os forjadores são guerreiros testados em milhares de batalhas que voltam para seu povo com recursos acumulados e para então forjar novos guerreiros tundrianos e suas lâminas sagradas, depois de passar sua juventude vendendo sua espada e enviando o soldo para seu povo se manter.

O fluxo de ouro em direção as aldeias fazem com que várias caravanas se arrisquem para praticar o comércio com os tundrianos, levando alimentos, peles, ferramentas e demais itens de necessidade de um povo que vive de forma simples e luta todos os dias pela sobrevivência. Minha experiência como erudito com esse povo está sendo agradável, meus conhecimentos sobre história, biologia e demais assuntos acabam se tornando anedotas contadas ao redor das lareiras todas as noites, em que dezenas de ouvintes aguardam que conte algo mais obre o mundo externo.

Em breve devo retornar, levando comigo um grupo selecionado que devem passar pelos treinamentos da Ordem Erudita para criar um vínculo maios com os tundrianos, afim de estreitar os laços entre esse povo e nossa ordem.

 

 

Kasel Bassol, erudito de sete anéis

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